As Experiências

Não basta pensar. Há que sentir. Viver!

Seja fazer uma viagem, seja assistir a um filme. Nesse caso, falarei das duas experiências que se cruzaram na minha vida e me ajudaram a dar mais um passo para desvendar o grande mistério da verdadeira consciência.

Comecemos pela China. Na minha mente medrosa já estava claro (“claríssimo como mil sóis”, como diria meu professor de filosofia na faculdade) que esta seria uma viagem bastante desafiadora.

Imagens, pensamentos, sentimentos foram criados na tentativa de significar racionalmente o que estaria por vir. Desde o tempo longo de avião até as minhas andanças sozinha em um país completamente diferente da minha origem, pelo menos nessa vida.Tudo criado para tornar o desconhecido, conhecido! Assim a mente funciona, criando ilusões…

Até que veio a experiência, que é a realidade do momento presente e que pode vir a ser a grande oportunidade que o Universo está nos dando para encontrarmos a verdade do nosso EU, ou melhor, da tal da nossa verdadeira consciência.

Não posso aqui ser tão prepotente a ponto de dizer que a China desvendou o mistério da minha consciência completamente, mas posso, sim, afirmar que consegui expandir um pouquinho mais o meu EU, que vai muito além do meu Ego pensante e julgador.

O que experienciei na China não pode ser traduzido por palavras. E não quero ser leviana e maldosa com você, leitor, te ludibriando com as minhas impressões. Você terá que viver as suas.

O que posso te contar é que foram dias de muita dor, alegria, choro, gargalhadas, tudo junto e misturado! Uma catarse real de emoções. Afinal, me encarei de frente. Também posso te contar que nunca minha mente esteve tão contemplativa, tão no momento presente. Ali ela entendeu que não havia o que ser controlado. Simplesmente senti!

Talvez você não tenha a chance de ir para a China. E agora chega a hora de falar do filme que assisti no primeiro voo da interminável volta para a casa: A vida é uma festa!

Já havia ouvido e lido a opinião de muitas pessoas sobre esse filme, da minha mãe, da minha filha, de uma amiga…cada opinão mais linda que a outra, mas todas fruto das experiências alheias às minhas. Ou seja, nem de longe conseguiriam descrever o que eu senti ao assistir ao filme com meus próprios olhos. Outra catarse! Daquelas de me fazer passar vergonha no avião, rs.

E o que a China e o filme têm em comum? Ambos confirmaram uma profunda convicção que carrego no meu coração: como amo pessoas! Sejam elas chinesas, mexicanas, brasileiras…O sentido da vida para mim está em buscar a paz que habita dentro de nós para podermos amar o outro sem julgamento e então ser saudável e feliz!

Escrevo esse texto pensando no momento que chegarei em casa e abraçarei minhas filhas na certeza de que essa é mais uma ilusão mental que não chegará aos pés do que irei experienciar daqui a algumas horas!

Pense. Sinta, Experience. Viva. E seja feliz!

 

Com amor, Cami.

18/03/2018