Roteirista por um dia

Mais um ano e mais uma reflexão. Essa frase pode dar a entender que entra ano e sai ano, sempre é a mesma coisa. E digo: não é. Nunca será. Porque cada ano, cada reflexão carrega o que sentimos hoje, no último dia do ano. É o resultado de um turbilhão de pensamentos e emoções que vem à tona quando fazemos a retrospectiva do ano que passou em nossas mentes. E assim sempre será… a beleza está nisso, nessa magia que o último dia do ano carrega de transformar reles mortais em roteiristas e diretores hollywoodianos transformando suas vidas em filme de cinema.

 

Assim acontece comigo, não sei se assim acontece com você também. No meu caso, nesse 2018, o drama italiano deu lugar para uma comédia romântica dessas bem bobinhas, mas que refletem a vida exatamente como ela “normalmente” é: simples, com vários perrengues para dar aquele toque especial, mas tudo dosado com muito amor e leveza. Sim, esse foi o ano menos dramático da minha vida e isso não significa dizer que não lidamos com questões difíceis…

 

Pela primeira vez consegui colocar as coisas em perspectiva, sempre me perguntando: “O que isso que estou vivendo agora vai significar na minha vida?” ou “Esta decisão vai trazer realização e felicidade para mim e para os que me cercam?”. A verdade é que a gente só se lembra de refletir sobre isso depois que a situação já aconteceu, mas eu consegui pensar nisso quase sempre na hora exata que sentia que a coisa ia desandar. E, para uma ariana impulsiva e intensa, conseguir fazer isso é quase como pedir para o Freddie Mercury (sim, acabei de assistir ao filme dele e estou com isso na cabeça, rs) abandonar o Queen e viver num Ashram indiano meditando 24 horas por dia.

 

Bem, de tudo vivido, das viagens exóticas que fiz para China e para o Ushuaia com minha família, dos muitos atendimentos que realizei com o meu programa Porque Eu Me Amo, das muitas pessoas que de alguma forma inspirei a serem mais saudáveis, de um produto online que em três meses coloquei no ar (Porque Eu Me Amo online), da volta do meu marido para casa depois de um ano longe da gente, a maior conquista é ter evoluído emocionalmente e ter aprendido a conviver com meus pais, meu marido e filhas num mesmo ambiente de forma respeitosa, harmoniosa e muito amorosa. De novo, com problemas às vezes, com falta de controle vez ou outra, mas com muita, muita lucidez para colocá-los em seus devidos lugares e jamais acima do que viver coletivamente tem significado para nós!   

 

O ano de 2018 foi incrível porque escolho enxergar assim. E não há outra opção para 2019 a não ser acreditar que será ainda melhor. Porque do jeito que for vai ser do jeito que deveria ter sido. Será do jeito que o Universo quiser entregar como resposta ao que entregarmos para ele. Com alegria, com dor, com vitórias, com quedas… mas sempre com fé para levantar, deixar o sofrimento de lado e seguir!

 

E voltando aos filmes de cinema… qual foi o filme que 2018 foi para você?

 

Feliz 2019!

 

Cami.